A cena é conhecida: o carro não pega, aparece um vizinho, um colega de trabalho ou um desconhecido com cabos, e alguns minutos depois o motor está funcionando. A chupeta salva o dia. A pergunta que fica é: e amanhã? Em alguns casos, a chupeta resolve de verdade. Em outros, ela só empurra o problema para a próxima manhã. Saber a diferença evita ficar parado de novo no pior momento.
O que a chupeta faz
A chupeta usa a bateria de outro carro para dar a corrente que falta na partida. Depois que o motor pega, o próprio carro passa a recarregar a bateria enquanto roda.
Ou seja, a chupeta não conserta nada. Ela só dá a partida. Se a bateria tem condição de voltar a segurar carga, ela se recupera rodando. Se não tem, descarrega de novo.
Quando a chupeta resolve
A chupeta costuma ser suficiente quando a bateria está em bom estado e descarregou por um motivo pontual:
- farol, luz interna ou som ficou ligado com o carro desligado;
- porta mal fechada manteve a luz do teto acesa a noite toda;
- o carro ficou muitos dias parado sem rodar;
- a bateria é relativamente nova, com menos de dois anos.
Nesses casos, depois da chupeta, rode pelo menos 30 a 40 minutos seguidos, sem desligar, para a bateria recuperar uma boa parte da carga. Se no dia seguinte o carro pegar normalmente, a bateria provavelmente estava bem.
Quando é hora de trocar
A chupeta não resolve quando a bateria já perdeu a capacidade de guardar energia. Os sinais mais comuns:
- Descarrega de novo em um ou dois dias, mesmo sem nada ligado.
- Já precisou de chupeta outras vezes nas últimas semanas.
- A bateria tem mais de dois ou três anos. Em São Luís, o calor encurta a vida útil, como explicamos em por que a bateria dura menos em São Luís.
- A partida já vinha arrastada antes do dia em que o carro parou.
- A carcaça está estufada, com vazamento ou cheiro forte. Nesse caso, nem tente chupeta: a bateria está danificada.
Se um desses sinais aparece, insistir na chupeta é só adiar. E o próximo apagão costuma acontecer na hora mais inconveniente: no estacionamento do shopping, na porta do trabalho, com o carro cheio.
E se não for a bateria?
Se o carro pega com chupeta, você roda bastante e mesmo assim ele morre de novo, ou se a luz da bateria acende no painel com o motor ligado, o problema pode estar na recarga feita pelo próprio carro. Trocar a bateria nesse caso não resolve sozinho. Veja como diferenciar os sintomas em carro não pega: é a bateria?
Cuidados ao fazer a chupeta
- Conecte primeiro o cabo vermelho no positivo da bateria descarregada, depois no positivo da bateria boa.
- Conecte o cabo preto no negativo da bateria boa e a outra ponta numa parte metálica sem pintura do carro parado, longe da bateria.
- Ligue o carro que está doando carga, espere alguns minutos e só então tente a partida.
- Retire os cabos na ordem inversa.
- Em carros com muita eletrônica ou com Start-Stop, siga as instruções do manual, que às vezes indica pontos próprios para a chupeta.
Perguntas frequentes
Depois da chupeta, quanto tempo preciso rodar?
Pelo menos 30 a 40 minutos seguidos, sem desligar o motor. Trajetos curtos não são suficientes para recuperar a carga.
Chupeta pode estragar o carro?
Feita do jeito certo, não. O risco está em inverter os cabos ou encostar as pontas. Em carro com muita eletrônica, siga o manual.
A bateria pegou com chupeta. Ela está boa?
Não necessariamente. Se ela segurar a carga e o carro pegar normal nos dias seguintes, está bem. Se descarregar de novo, chegou ao fim da vida útil.
Vale a pena comprar um carregador de bateria em vez de trocar?
Para bateria em bom estado que descarregou por descuido, o carregador ajuda. Para bateria velha que não segura mais carga, nenhum carregador resolve.
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